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Esporte e Lazer do Rio Grande do Sul sob Nova Gestão: Entrevista Exclusiva com Secretário Joel Maraschin

Completando dois meses à frente da pasta, formado em gestão pública e jornalismo, 38 anos e natural de Butiá, Joel Ernesto Lopes Maraschin conta um pouco de sua trajetória e planos para o esporte gaúcho.


Vinícius Leal e Secretário Joel Maraschin


Como sua experiência na gestão pública, nas áreas de Desenvolvimento Econômico e Empreendedorismo podem contribuir com o Esporte?

_ Trago a bagagem da gestão pública como um todo. Sempre por onde passo busco o diálogo e ouvir os servidores para que eles sejam parceiros da gestão. Trazendo meu conhecimento em gerenciamento de processos, fluxos, organograma e todas as questões que envolvem recursos, entre outras, são vantagens que trago da gestão pública para que a aplicação do dinheiro público cheguem em projetos que beneficiem a sociedade.


Falando em valorização dos servidores de carreira, recentemente assumiu a Direção de Fomento o Dr. Pablo Seffrin, bacharel em Direito com vasta experiência. Quais são suas ideias para essa importante pasta?

_ O Pablo já passou por diversos órgãos, como segurança pública e central de licitações, fora o esporte onde já está há cinco ou seis anos. Acreditamos ter acertado na escolha por sua experiência e dedicação.

Quanto aos editais, recentemente lançamos, o LEGADO ESPORTIVO, capitaneado pelo Diretor Geral Bruno Ortiz e equipe é destinado a projetos sociais de base,, como uma forma de começarmos a observar como os recursos públicos mudam a vida das pessoas na ponta. Teremos uma ampla planilha de acompanhamento que irão além das notas escolares, tornando-se um observatório do esporte, para que possamos enxergar onde estão e como são aplicados os equipamentos esportivos do Rio Grande do Sul auxiliando nas tomadas de decisão.


Em relação ao PRÓ-ESPORTE, que com mais de uma década vem se aperfeiçoando e atualizando: Qual valor aportado no segundo semestre ? Existe a perspectiva de aumento dos recursos? E por fim, existe a possibilidade de ser "zerado" o desembolso direto de 10% das empresas que aderem ao programa?

_ Por partes: Os 10%, destinados ao FUNDO ESTADUAL DO ESPORTE, são dirigidos a outros programas da Secretaria, principalmente o BOLSA ATLETA que aplicou nos últimos dois anos cerca de R$ 9 milhões atendendo em torno de 420 beneficiados, Se zerarmos a contra partida hoje, muito provavelmente teremos que encerrar o programa. Dessa forma teria que ser analisado uma outra fonte de recursos para o fundo.

Sobre a evolução dos recursos destinados ao PRÓ-ESPORTE, de 2019 pra cá saltou de R$ 19 milhões para R$ 35 milhões e a demanda que mais tenho recebido aqui é que os valores sejam equiparados com a LIC (Lei de Incentivo a Cultura). A previsão é de R$ 17,5 milhões por janela.


Como tu enxergas a transversalidade do Esporte com a Saúde e Segurança Pública?

_ Somos grandes parceiros do PROGRAMA RS SEGURO, por exemplo através do SEGUE O JOGO, edital que está chegando a quarta edição e disponibiliza materiais e equipamentos nas diversas áreas mapeadas pela Segurança Pública, contribuindo para redução dos índices de violência.

Quanto a saúde, voltamos a questão do mapeamento dos dados e programas, junto aos município e demais entidades.

Com a sazonalidade que temos no estado, é primordial que a gente chegue a 100% das quadras cobertas nas escolas, Mais uma vez o observatório é fundamental para esse mapeamento para tomada de decisão.


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📷 SEL/ASCOM


 
 
 
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